A INFLUÊNCIA DO ANIMAL DE ESTIMAÇÃO NO COMBATE À SOLIDÃO NOS IDOSOS

 

 

Alexandre Magno Frota Monteiro (2003)

 Resumo

Alguns processos psicológicos do envelhecimento têm como conseqüência a solidão . Dentre algumas causas podemos citar: o falecimento do cônjuge, casamento dos filhos, aposentadoria, declínio na vida social, baixa estima, relacionamento inadequado com os familiares, medo, rejeição, doenças, etc.

Com base nesta “solidão”, objetivamos este trabalho a saber se existe alguma influência de um animal de estimação em uma possível autonomia relacionada à solidão nos longevos.

O método proposto ao seguinte trabalho foi a coleta de dados através de questionários. Primeiro foi feita uma pesquisa qualitativa, onde o objetivo era sabermos o que realmente os idosos achavam sobre o que era solidão, idoso e animal de estimação. Com a qualificação dessas respostas, pudemos definir o nosso objeto de pesquisa vendo o que realmente se tornara relevante para perguntar em um questionário.

Foi utilizado como variável independente os idosos e como níveis da variavel independente, o fato de ter ou não um animal de estimação. A variável dependente utilizada foi a solidão.

Foram entrevistados 95 idosos com idades compreendidas entre 60 e 92 anos de idade, de ambos os sexos, nas praias da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro e que não apresentavam nenhuma deficiência física, podendo estar ou não na companhia  de um animal de estimação. Os entrevistadores abordaram os longevos nas praias da zona sul e lhes fizeram as perguntas pré-definidas no questionário.

Os resultados obtidos mostram que 69% dos entrevistados possuem em animal de estimação e  87% dos entrevistados acreditam que a posse de um animal de estimação contribui para a redução da solidão nos idosos.