DOENÇA DE ALZHEIMER: DO DIAGNÓSTICO CLÍNICO À CID-10

 

Luís Flávio Chaves Anunciação, Alexandre Magno Frota Monteiro, Rodrigo Cordeiro Barreto

 

A Doença de Alzheimer (DA) é o tipo mais freqüente das demências e se caracteriza por degeneração neurológica crônica que acomete o paciente em perdas cognitivas globais. Possui início insidioso e alterações de conduta, personalidade, linguagem e, principalmente, da memória são bastante freqüentes e visíveis com a evolução do quadro.

O objetivo desta pesquisa foi confirmar o diagnóstico de Alzheimer em pacientes de um asilo psiquiátrico particular da zona sul do Rio de Janeiro que possui 26 internos. Com o método de avaliação de todos os pacientes que possuíam o diagnóstico de DA em seus prontuários utilizando dos critérios da CID-10, os resultados mostraram que apenas 50% dos pacientes diagnosticados com DA preenchem os requisitos integrais da CID, 34,3% apresentam outros tipos de demências e 15,3% não preenchem os critérios

para demência, mas sim outras patologias, como Depressão.

A partir dos dados, é possível concluir que a DA vem sendo atribuída de forma descontínua com a CID-10 e os profissionais que a diagnosticam (médico e psicólogo) acabam por comprometer aspectos medicamentosos e de reabilitação cognitiva dos idosos.

Desta forma, uma equipe interdisciplinar e um método de re-teste contribuem para resultados mais fidedignos.