PSICOLOGIA MÉDICA: UMA FORMA DE INCURSÃO DO PSICÓLOGO NO HOSPITAL

LUÍS FLÁVIO CHAVES ANUNCIAÇÃO, ALEXANDRE MAGNO FROTA MONTEIRO E RODRIGO BARRETO

 

Resumo: O trabalho em questão pretende discutir a atuação dos psicólogos em centros de saúde em relação à atuação multidisciplinar exigida em tais ambientes. Tendo em vista que a formação fornecida pelas faculdades de Psicologia dura, em média, cinco anos; a pluralidade de matérias na grade curricular e uma predileção do aluno à Clínica, evidencia-se que há uma diversidade de línguas faladas entre a maior parte dos psicólogos e isto, em hospitais, acaba por gerar uma insatisfação de outros membros da equipe, além de desentendimentos constantes entre os próprios profissionais da área.

Com a experiência de mais de dois anos de trabalho em um asilo psiquiátrico particular situado na Zona Sul do Rio de Janeiro e que conta com psiquiatra, psicólogos, enfermeiros e outros agentes sanitários, pôde-se constar que a maior exigência desse centro de saúde se dá para que o psicólogo tenha domínio em disciplinas da área médica, como Psicopatologia e Neuropsicologia, matérias pouco aprofundadas durante a graduação e que utilizam a semiologia biomédica em sua conduta.

Dessa forma, a partir de uma tentativa de admissão de estagiários de psicologia, pode-se sugerir que uma das causas da constante eliminação do psicólogo das equipes multidisciplinares ocorre por este profissional não estar capacitado na mesma linha de raciocínio de outros profissionais, a biomédica. Assim sendo, a conclusão evidente é que enquanto a faculdade de Psicologia não se atualizar em relação à exigência do mercado de trabalho e os graduandos não se dedicarem à busca de cursos de atualização e de informação ampla sobre a saúde, os psicólogos continuarão possuindo menor acesso a esse vasto campo de exercício profissional.