A TERAPIA ASSISTIDA POR ANIMAIS (TAA) COMO INSTRUMENTO SOCIALIZADOR PARA IDOSOS DEMENTADOS

Alexandre Magno Frota Monteiro¹, Luís Flávio Chaves Anunciação², Rodrigo Cordeiro Barreto³

1 – Psicólogo, mestrando em Neurociências pela Universidade de Barcelona, Coordenador do Projeto Animallis de Terapia Assistida por Animais.

2 – Acadêmico de Psicologia do UNI-IBMR, membro da equipe de Psicologia do Projeto Animallis de Terapia Assistida por Animais.

3 – Acadêmico de Psicologia do UNI-IBMR, membro da equipe de Psicologia do Projeto Animallis de Terapia Assistida por Animais.

 

PALAVRAS-CHAVE: Alzheimer, socialização cognitiva, terapia assistida por animais.

 RESUMO

 A doença de Alzheimer é o tipo mais freqüente das demências e se caracteriza por uma degeneração neurológica progressiva, com início insidioso e evolução crônica, conduzindo a  perdas cognitivas globais. Alterações da conduta, personalidade, linguagem, psicomotricidade e, principalmente, da memória são bastante freqüentes e tornam-se mais visíveis com a evolução do quadro clínico.

O objetivo de um trabalho de TAA como este é diminuir a institucionalização imposta pelos asilos psiquiátricos, estimular a convivência e a comunicação entre os idosos, além de favorecer a oportunidade de que eles sejam ouvidos por outros hóspedes e, até, por seus familiares, que constantemente relatam preferir se afastar a aceitar as desordens causadas pela evolução da doença.

O trabalho com os animais foi realizado em uma instituição geriátrica, aos sábados, por um período de um ano. Quando os idosos não-cadeirantes percebiam a presença dos animais, se aproximavam e sentavam perto da equipe. Os idosos foram estimulados ao contato com os animais através de sua escovação, de passeios dentro do ambiente e por ordens simples dadas aos animais que, conforme treinados, os obedeciam.

Como resultado, observou-se reconhecimento dos cães e dos handlers pelos idosos, associação dos animais aos psicólogos durante a semana, maior interação social entre os hóspedes em geral e com a equipe. Por seus relatos e pela observação da equipe, houve a diminuição da percepção da condição de dor e, como uma das mais importantes finalidades, fez com que os idosos vivessem o presente, diminuindo as alterações da orientação.